A combinação energética da mineração de Bitcoin atingiu um marco notável, com a energia hidrelétrica a deslocar o gás natural como a maior fonte única de eletricidade para a rede, segundo nova análise do setor. A mudança marca a primeira vez que um recurso renovável assume a posição principal na pilha energética do Bitcoin, refletindo tanto a migração geográfica das operações de mineração como a evolução das estratégias de aquisição entre operadores de grande escala. A metodologia para estas estimativas combina tipicamente localizações de instalações de mineração, contratos conhecidos de compra de energia e fatores de emissão das redes regionais. Como os mineradores de Bitcoin são móveis e muitas vezes opacos sobre os contratos energéticos exatos, os números apresentam bandas de incerteza que os analistas reconhecem. Ainda assim, a tendência direcional em vários rastreadores independentes tem sido consistente: a intensidade de carbono da rede diminuiu de forma constante desde meados de 2022. A mudança coincide também com um escrutínio crescente por parte de legisladores e investidores institucionais. Várias jurisdições introduziram ou propuseram requisitos de reporte para uso de energia de centros de dados e mineração de cripto, enquanto grandes exchanges e custodiante enfrentam procura dos clientes por divulgações ambientais, sociais e de governança.
Mineradores que conseguem demonstrar contratos verificáveis de energia de baixo carbono cada vez mais obtêm valorações premium nos mercados públicos. • A energia hidrelétrica tornou-se a maior fonte única de energia para mineração de Bitcoin, superando o gás natural pela primeira vez • Fontes de baixo carbono agora alimentam cerca de 59,4% do consumo anual da rede de ~190 TWh