Um consórcio liderado pela Strategy e pela gestora de ativos global BlackRock destinou US$15 milhões para fortalecer a rede Bitcoin contra a ameaça iminente da computação quântica, anunciou o grupo na quinta-feira. A iniciativa tem como objetivo pesquisar e desenvolver soluções criptográficas resistentes à computação quântica para o Bitcoin antes que computadores quânticos suficientemente potentes consigam quebrar as assinaturas de curva elíptica que atualmente protegem as transações da rede. Estimativas do setor indicam que um computador quântico tolerante a falhas poderá representar um risco concreto para a criptografia de chave pública atual já na próxima década. Os recursos serão direcionados ao desenvolvimento de atualizações no protocolo central do Bitcoin, incluindo esquemas de assinatura pós-quântica que possam ser implementados sem comprometer as regras de consenso atuais da rede. O consórcio deverá atuar
Embora os processadores quânticos atuais continuem sendo muito pequenos e propensos a erros para ameaçar o Bitcoin, a abordagem preventiva do consórcio reflete um consenso crescente nos setores de criptomoedas e segurança cibernética de que a migração da infraestrutura crítica para algoritmos resistentes à computação quântica deve começar anos antes que a ameaça se concretize. A Strategy, anteriormente MicroStrategy, tem sido uma das apoiadoras institucionais mais proeminentes do Bitcoin, mantendo dezenas de bilhões de dólares do ativo em seu balanço patrimonial. A participação da BlackRock sinaliza que a maior gestora de ativos do mundo considera a resiliência quântica um requisito fundamental para a viabilidade a longo prazo do Bitcoin como um ativo de classe institucional.