Os democratas do Senado descartaram a revisão mais recente das regras de ética do Clarity Act por considerá-la pouco séria, enquanto o líder da maioria, John Thune, admitiu na quinta-feira que é improvável que o projeto de lei sobre a estrutura do mercado de criptomoedas seja aprovado pelo Senado antes do recesso de agosto. Os dois desdobramentos colocam o avanço da legislação em dúvida a apenas 14 dias do prazo autoimposto de 7 de agosto. O senador Ruben Gallego, do Arizona, não poupou palavras ao descrever a cláusula de ética redigida pelo GOP. "Qualquer que seja a m--da que eles nos enviaram de volta, aquilo não foi um esforço sério", disse Gallego ao Politico, acusando os republicanos de transformarem meses de conversas bipartidárias em um texto muito distante de um acordo. Ele afirmou que está preparando uma contraproposta com o senador Thom Tillis, da Carolina do Norte, "e outros republicanos que não estão sendo nomeados no momento". Gallego acrescentou: "Ainda estamos nesta luta. Vamos enviar uma nova proposta." A disputa sobre ética gira em torno do cumprimento e fiscalização da lei. Os democratas se recusaram a aceitar uma cláusula que designa o Departamento de Justiça como o único órgão fiscalizador, apontando uma desconfiança fundamental de que o Departamento de Justiça de Trump fiscalize a
Rodadas anteriores de negociações fracassaram sobre se os procuradores-gerais estaduais teriam um papel na fiscalização, e esse impasse ressurgiu na versão atual do texto. A redação do GOP originou-se de um acordo entre a Casa Branca e os senadores republicanos Cynthia Lummis e Bernie Moreno. Lummis defendeu o texto, afirmando que "o presidente Trump está apoiando as regras de ética mais rigorosas já impostas ao cargo da presidência". A proposta proibiria autoridades federais de emitir ativos digitais e expiraria em 2029. A Casa Branca tem pressionado os democratas a aceitá-la. Tillis classificou o texto aprovado pela Casa Branca como "bom", mas reconheceu que "a linha de base... fica aquém do que alguns dos democratas querem", e confirmou que ainda haverá pelo menos mais uma rodada de conversas com a Casa Branca.